FORMAÇÕES DE AGENTES EDUCATIVOS
FORMAÇÕES DE AGENTES EDUCATIVOS
Ano novo, novas formações! Assim iniciámos o ano de 2026, com três sessões de Formação de Agentes Educativos, em Viana do Castelo (7 de janeiro), Beja (4 de fevereiro) e Santarém (5 de fevereiro), para os membros dos Núcleos de Aprendizagem em EDCG das ESE de Viana do Castelo e Santarém e o IP Beja. As sessões decorreram online e estiveram presentes um total de 64 pessoas, entre as quais 5 técnicas/os de Organizações da Sociedade Civil, 1 estudante, 1 assistente operacional e cerca de 20 formadoras/es que, juntamente com pessoal docente e não docente, se envolveram em momentos de partilha e reflexão sobre trabalho colaborativo e co-construção de conhecimento.
As sessões iniciaram-se com um acolhimento ao som de Segue-me à Capela, seguido de um breve enquadramento do projeto Escolas Transformadoras para quem chegou pela primeira vez. Seguiu-se a exibição do vídeo Cidadania Global, para relembrar o que é a Educação para a Cidadania Global, que princípios a orientam e o que nos propõe. Já no interconhecimento, cada pessoa foi desafiada a partilhar um momento da sua vida em que tivesse aprendido alguma coisa importante com outras pessoas, dizendo como foi essa experiência e o que facilitou essa aprendizagem. Houve quem evidenciasse a aprendizagem intergeracional e até andar de bicicleta, assim como aprendizagens no ramo da meteorologia ou como se encaixam telhas em telhados.
De seguida, e a partir do vídeo Educação para a Cidadania e Trabalho Colaborativo, conversou-se um pouco acerca das relações existentes entre dinâmicas de trabalho colaborativo e a co-construção de conhecimento, evidenciando as ações próprias dos Núcleos que procuram ser coerentes com estes princípios. Tal como o trabalho colaborativo reconhece o valor da diversidade de perspectivas dando lugar a algo maior e mais profundo, também a co-construção de conhecimento, de forma horizontal e partilhada, envolvendo diferentes atores, traz essa riqueza de visões e valoriza diferentes tipos de conhecimento.
A partir de frases de pensadoras e pensadores, pedagogos e pedagogas (bell hooks, Paulo Freire e Oscar Jara), suscitaram-se reflexões e partilhas em torno destes temas e a forma como eles se relacionam com a prática letiva de cada pessoa. Como é que cada frase dialoga com a minha prática? Que condições facilitam a construção colaborativa de conhecimento? Que práticas pedagógicas concretas promovem a co-construção de conhecimento? Elas são valorizadas? Como e por quem? Estas foram algumas das perguntas geradoras que nortearam o trabalho dos diferentes grupos.
A segunda parte da sessão foi dedicada, sobretudo, aos planos de ação dos Núcleos, especificamente, à forma como se poderão neles incluir a avaliação e a sistematização das ações realizadas ao longo desta edição do projeto. O objetivo para este último ano será pensar a que ações pretendem os Núcleos dar continuidade e de que forma irão integrar a avaliação e a sistematização dessas mesmas iniciativas, numa lógica de também ser possível, a partir destas duas componentes - colaboração e co-construção de conhecimento - criar algo partilhado.
As sessões terminaram com um momento de avaliação, a partir de três questões: o que aprendi? Como me senti? O que levo para a minha prática?